Fios de sustentação PDO: o que são, para quem são indicados e quanto duram

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Fios de sustentação PDO são dispositivos absorvíveis inseridos sob a pele com o objetivo de produzir uma tração temporária dos tecidos e estimular uma resposta local de reparação. A sigla PDO se refere à polidioxanona, polímero utilizado há décadas em materiais de sutura. Na estética, porém, nem todo fio exerce a mesma função: alguns têm estruturas que promovem tração, enquanto outros são utilizados principalmente com a proposta de estimular o colágeno.

O procedimento pode fazer sentido para determinados casos de flacidez leve a moderada, desde que a pessoa espere uma mudança sutil e temporária. Ele não reproduz o efeito de um lifting cirúrgico e não possui uma duração única para todos. Neste artigo, você entenderá as indicações, os tipos de fio, o tempo de absorção, a permanência possível do resultado e os cuidados envolvidos na decisão.

Como funcionam os fios de sustentação PDO?

A polidioxanona é um material sintético e biodegradável. Os fios são introduzidos em planos definidos pelo profissional, por meio de agulhas ou cânulas. Apesar de não envolver as incisões de uma cirurgia de lifting, trata-se de um procedimento minimamente invasivo, e não de uma técnica não invasiva.

O efeito pode envolver dois mecanismos. Nos fios com garras ou espículas, existe uma ação mecânica inicial: essas estruturas se fixam aos tecidos e permitem um reposicionamento limitado. Paralelamente, a presença do material desencadeia uma resposta de reparação ao redor do trajeto do fio, associada à formação de colágeno e tecido fibroso.

Isso não significa que todo paciente terá um lifting evidente. Parte da mudança observada logo após a aplicação pode estar relacionada à tração inicial e ao inchaço. O resultado precisa ser reavaliado depois da acomodação dos tecidos.

Fios lisos e espiculados não entregam o mesmo resultado

A expressão “fio de PDO” reúne dispositivos com formatos e objetivos diferentes. O resultado depende do desenho do fio, do mecanismo de fixação, do vetor utilizado e da anatomia tratada.

De forma prática, é importante distinguir duas propostas:

  • Fios lisos: não possuem garras para tracionar os tecidos. Costumam ser empregados com foco na resposta biológica local e na qualidade da pele, embora a intensidade dessa resposta varie.
  • Fios espiculados ou cog: possuem estruturas de ancoragem e são utilizados quando o planejamento inclui sustentação ou reposicionamento discreto dos tecidos.

Existem ainda diferentes comprimentos, espessuras e configurações dentro dessas categorias. Por isso, perguntar apenas quantos fios serão colocados não esclarece o plano. Tipo, posição, finalidade e compatibilidade com a anatomia são informações mais relevantes do que o número isolado.

Para quem os fios de sustentação PDO são indicados?

A indicação não deve ser definida somente pela idade. Em geral, os fios podem ser considerados para adultos com flacidez facial leve ou moderada, anatomia favorável e interesse em uma alteração discreta, sem a expectativa de reproduzir o resultado de uma cirurgia.

A avaliação tende a considerar:

  • região e intensidade da perda de sustentação;
  • espessura e qualidade da pele;
  • peso e mobilidade dos tecidos;
  • assimetrias, procedimentos anteriores e condições de saúde;
  • expectativa em relação à intensidade e à duração do resultado.

Pessoas com excesso importante de pele ou queda acentuada dos tecidos podem obter pouco benefício mecânico. Nesses casos, insistir em mais fios não transforma o procedimento em lifting cirúrgico. Da mesma forma, quando a queixa principal envolve manchas, textura, perda de volume ou atividade muscular, outros tratamentos dermatológicos podem ser mais adequados ou complementar o planejamento.

Quanto dura o resultado dos fios de PDO?

O primeiro cuidado é separar tempo de absorção e duração do efeito estético. A absorção do material ocorre em aproximadamente 182 a 238 dias. Isso corresponde a cerca de seis a oito meses, mas pode variar conforme o dispositivo.

O resultado visual não acompanha obrigatoriamente esse calendário. A tração pode perder intensidade antes da absorção completa, enquanto alterações discretas relacionadas à resposta tecidual podem permanecer depois que o fio foi degradado. Características individuais, região tratada, tipo de fio e técnica influenciam essa evolução.

Em termos práticos, costuma-se falar em uma percepção estética de aproximadamente seis a doze meses, mas esse intervalo deve ser apresentado como estimativa, não como garantia. Portanto, prometer duração fixa de 18 ou 24 meses não é adequado para todos. A resposta mais responsável é: o efeito é temporário, acompanhado ao longo dos meses e reavaliado conforme a evolução de cada paciente.

Quais são os riscos e como é a recuperação?

Edema, hematomas, sensibilidade, irregularidades temporárias e sensação de repuxamento podem ocorrer no período inicial. Outros possíveis eventos incluem assimetria, fio visível ou palpável, ondulações na pele, alteração da sensibilidade, infecção, migração e extrusão do material.

O processo de recuperação varia de pessoa para pessoa. As orientações sobre atividade física, manipulação da face, posição para dormir, higiene e retorno à rotina dependem da região tratada e da técnica utilizada. Dor crescente, vermelhidão persistente, secreção, febre, exposição do fio ou alterações importantes nos movimentos ou na sensibilidade exigem contato imediato com o profissional responsável.

Antes do procedimento, o paciente pode consultar a regularização do produto no sistema da Anvisa e solicitar a identificação do fio, do fabricante e do lote utilizado.

Como decidir se o procedimento faz sentido?

Uma boa consulta não começa pela quantidade de fios, mas pelo diagnóstico da causa da queixa. Flacidez cutânea, deslocamento dos tecidos, perda de volume e alteração do contorno podem coexistir, mas não respondem da mesma maneira ao tratamento.

Vale esclarecer com o médico:

  • qual tipo de fio será utilizado e com qual finalidade;
  • qual mudança é possível para aquela anatomia;
  • por que o fio foi escolhido em vez de outra abordagem;
  • quais riscos, limitações e cuidados se aplicam ao caso;
  • quando será realizada a reavaliação do resultado.

Em resumo, fios de sustentação PDO podem integrar um planejamento para flacidez leve ou moderada, com efeito sutil e temporário. A melhor indicação depende de avaliação médica, expectativas realistas e conhecimento das limitações da técnica. 

Para entender qual abordagem é adequada ao seu caso, entrar em contato com a equipe e agendar uma consulta.

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